O maior iceberg do planeta, identificado como A-23A, apresenta sinais claros de que está próximo da desintegração completa, segundo análise divulgada pela Nasa. As imagens foram registradas no Atlântico Sul e mostram a estrutura cercada por blocos menores de gelo, evidenciando um estágio avançado de fragmentação.
Desde que se desprendeu da Antártida, o iceberg percorreu uma trajetória incomum. Após permanecer encalhado por mais de 30 anos no Mar de Weddell, soltou-se em 2020, ficou preso em um vórtice oceânico e, posteriormente, seguiu em direção ao norte, passando próximo à ilha da Geórgia do Sul.
Especialistas observaram a formação de grandes áreas azuladas sobre a superfície, causadas pelo acúmulo de água derretida. Esse peso adicional favorece a abertura de rachaduras internas e pode provocar eventos descritos como “explosões”, quando a água rompe as bordas do gelo e escoa para o oceano.
Com a temperatura da água ao redor em torno de 3 °C e a influência de correntes marítimas mais quentes, os cientistas afirmam que o desaparecimento do A-23A pode ocorrer em um curto intervalo de tempo, encerrando um acompanhamento científico considerado raro e valioso.



