Uma nova controvérsia envolvendo a política educacional do Rio Grande do Sul surgiu após a decisão da Secretaria de Educação de negociar com a Secretaria de Segurança e o Corpo de Bombeiros a utilização do prédio da escola NEEJA Paulo Freire, em Porto Alegre. A decisão foi apresentada à direção da escola em 3 de fevereiro, durante uma vistoria oficial realizada no local.
No dia seguinte, 4 de fevereiro, equipes dos Bombeiros iniciaram o transporte de materiais para o prédio, pintaram de vermelho o muro da escola e penduraram um banner dos bombeiros, o que gerou reação imediata de estudantes e professores. A comunidade escolar afirma que não houve diálogo prévio e que a medida interfere no funcionamento regular da instituição.
O NEEJA Paulo Freire é responsável pelo atendimento de mais de 1.100 jovens, adultos e idosos que buscam acesso à educação pública no estado. Educadores alertam que a cessão do espaço pode prejudicar o atendimento e comprometer o direito à educação desse público.
Deputados estaduais e lideranças educacionais criticaram a postura do governo, afirmando que a prática contradiz o discurso de gestão democrática defendido pela Seduc. O caso foi comparado a situações semelhantes em outras escolas estaduais, reforçando questionamentos sobre a política de uso de prédios escolares no RS.
Nossa reportagem entrou em contato com a Secretaria de Educação do Estado que divulgou nota que segue abaixo:
A Secretaria da Educação (Seduc) informa que, em acordo com a direção escolar, após visita nesta terça-feira (03/02), o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) começou a ocupar salas de aula gradativamente no imóvel localizado na Rua Felipe de Oliveira, onde hoje funciona a Escola Neeja Paulo Freire. O referido prédio possui 12 salas de aula dentre seus espaços, sendo duas já cedidas para uso do CBM.
O prédio original do Neeja Paulo Freire, localizado na rua Cel Bordini entrará em reformas, possibilitando futuramente o retorno para o espaço original.
Posteriormente, após conclusão da obra, ocorrerá o retorno ao prédio original, o imóvel da Rua Felipe de Oliveira terá uso total pelo CBM.
Em contrapartida, a corporação capacitará os servidores da Rede Estadual para atendimento das legislações sobre o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) – Brigadistas, e a Lei Lucas, que tornou obrigatória as noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de escolas.
Esta ação oportuniza a otimização dos prédios públicos estaduais, simultaneamente proporcionando a capacitação dos servidores estaduais da educação e segurança dos alunos e comunidade escolar.
A reportagem também entrou em contato com o CRBMRS mas até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno. Mantemos o espaço aberto e disponível para manifestações futuras.
Veja o vídeo:
Vídeo: Segundo professores, Escola de Porto Alegre é pintada de vermelho após Secretaria ceder espaço aos Bombeiros sem a direção saber.
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— Porto Alegre 24 Horas (@portoalegre24h) February 5, 2026



