Você sabe a história por trás dos mascotes da dupla GreNal? Entenda!
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Você sabe a história por trás dos mascotes da dupla GreNal? Entenda!

Os mais fanáticos, muitas vezes, nem sabem a real história, o porquê da simbologia

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Reprodução Colecionador de Sacis

Todo time de futebol tem seu mascote. Ele simboliza a equipe, bem como sua bandeira, brazão ou hino. Mas muito pouco se sabe sobre a história deles.

Os mais fanáticos, muitas vezes, nem sabem a real história, o porquê da simbologia. Agora mostraremos para nossos leitores um pouco da história de cada um dos mascotes da dupla GreNal

Grêmio e o Mosqueteiro:

Em 1946, o chargista Pompeo, do jornal “Folha da Tarde”, criou uma tira que circulava sempre às segundas-feiras. Ela trazia sete personagens representando os sete clubes que disputavam o Campeonato Citadino. O Mosqueteiro era um deles, provavelmente inspirado na mascote do Corinthians, de São Paulo. Naquele mesmo ano, a torcida levou o personagem ao estádio, desenhado numa faixa que também trazia os dizeres “Com o Grêmio, onde estiver o Grêmio” (mais tarde adaptada no hino composto por Lupicínio Rodrigues para “Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver”). Inicialmente era um mosqueteiro gordo. Com o tempo, ele foi se tornando mais esbelto e atlético.

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Arlei Sander Damo entrevistou Salim Nigri, que confirmou esta versão:

Segundo Salim, o mosqueteiro foi mesmo invenção do chargista Pompeu, da Folha da Tarde/Correio do Povo. Antes mesmo de iniciar o Campeonato Gaúcho de 1946, disputado apenas pelos clubes de Porto Alegre, a Folha da Tarde já anunciava que, às terças e sextas-feiras, seriam publicadas as charges do Pompeu e fazia uma breve explanação sobre o enredo e o perfil dos personagens.

Resumidamente, “O Casamento da Rosinha” era uma metáfora sexual na qual a rosinha, “moça esbelta e vaidosa”, simbolizava o campeonato e, seus pretendentes, os clubes. Tinha o Zé Marmita, representando os colorados – “democrata cem por cento/quando surge o povo grita/Salve o Dr.Marmita”-, o Mosqueteiro, gremista – “esgrimista das palavras e da pelota” – e outros como o Seu Dindim, do Força e Luz – clube ligado à Companhia Carris, responsável pelos bondes – e o Seu Sertório, do Renner – um dos últimos “clubes de fábrica” do futebol gaúcho. O flerte da semana seguia de acordo com os resultados do domingo e, à medida que se aproximava o final do campeonato, a Rosinha voltava as suas atenções apenas para o Zé Marmita e Mosqueteiro, tendo, este último, seduzido a moça.

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Internacional, Saci e o “Negrinho”:

O Internacional também têm dois mascotes diferentes. O mais tradicional é o Saci-Pererê, um dos personagens mais conhecidos do folclore nacional. Mas, antes de se tornar o travesse menino sem uma das pernas, o Inter era representado pelo ‘Negrinho’. Um personagem dos jornais esportivos dos anos 50, Folha Desportiva A Hora.

O Inter se tornou uma potência estadual e nacional nos anos 40, com o Rolo Compressor, e no mesmo período surgiu o mascote negro colorado que apronta travessuras e chega em redemoinhos. A história do combate ao racismo no futebol gaúcho é diretamente ligada ao Internacional – em 1928, Dirceu Alves vestiu a camisa alvirrubra, e dirigentes colorados contrataram jogadores como Tupan no final dos anos 20, antes do profissionalismo ser adotado oficialmente.

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Em 2016, o Saci se tornou oficialmente o mascote do Internacional – pela primeira vez documentado no estatuto do clube, depois de mais de décadas nas graças dos torcedores.

Mais recentemente o clube decidiu homenagear o ex-jogador Escurinho. O já falecido ex-atacante dos anos 70 batiza o Macaco Escurinho, mascote que anima a torcida na beira do gramado. Novamente, um clube assimila xingamentos de rivais racistas, e os transforma em orgulho.

 

 

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